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17/11/2007
Telemedicina: Projeto pioneiro

Um projecto pioneiro de telemedicina em Angola, orçado em 150 mil euros, foi hoje apresentado na capital angolana com uma consulta de cardiologia pediátrica pelo médico Eduardo Castela a uma criança que se encontrava noutro local de Luanda.

Para a realização desta demonstração foram utilizadas duas plataformas, instaladas nos hospitais Pediátrico e Oncológico de Luanda, que permitiram a concretização da consulta de cardiologia pediátrica.

O projecto, que irá funcionar entre os hospitais pediátricos de Luanda e de Coimbra, está avaliado em cerca de 150 mil euros e terá inicialmente a duração de seis meses, período destinado à adaptação à nova tecnologia.

Esta nova solução tem como objectivos permitir que mais pessoas tenham acesso aos serviços médicos especializados em zonas remotas do país e evitar a deslocação dos pacientes de uma zona para outra.

O projecto, que inicialmente abrangerá apenas a capital angolana, Luanda, irá ser posteriormente alargado a outras províncias de Angola.

Nesta primeira fase, estão previstas oito consultas por semana através das plataformas instaladas nos pediátricos de Luanda e Coimbra, que estarão permanentemente ligadas.

Em declarações à Agência Lusa, o português Eduardo Castela, cardiologista pediátrico do Hospital de Coimbra e impulsionador da telemedicina em Portugal, disse que esta parceria vai permitir um rápido e correcto diagnóstico, «num país onde ainda existem muitas patologias para as quais não há capacidade de resposta».

«Em Angola existem ainda muitas patologias que já não ocorrem em Portugal, para as quais ainda não há a capacidade de resposta necessária, e com a telemedicina podemos chegar mais rapidamente ao seu diagnóstico», disse o médico.

Nessa perspectiva, Eduardo Castela salientou que este projecto vai disponibilizar ajuda na especialidade de cardiologia pediátrica, uma área que Angola não dispõe actualmente.

«A consulta de hoje serviu para demonstrar como é rápido, eficaz e barato este sistema. Espero que o projecto seja bom e sirva para a troca de experiência entre os dois países», frisou.

Para Carlos Magalhães, da PT Inovação, um dos parceiros do projecto, «faz todo o sentido» a introdução desta nova tecnologia em Angola na actual fase de desenvolvimento do país.

«Na área de saúde ainda há muitas carências, principalmente nas províncias, pelo que a telemedicina poderá ajudar a que as pessoas tenham um acesso mais fácil aos serviços médicos», disse Carlos Magalhães.

Fonte: Diário Digital

 




 

 

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